Conselho de Segurança da ONU aprova plano de Trump para Gaza
- Neriel Lopez
- 18 de nov. de 2025
- 3 min de leitura

O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta segunda-feira (17) o plano de paz do presidente dos EUA, Donald Trump, para Gaza, que inclui o envio de tropas internacionais.
A resolução foi apoiada por 13 países do Conselho, sem nenhum voto contra a proposta. Rússia e China abstiveram-se da votação.
Trump: Não descarto tropas na Venezuela ou ataque no México para combater tráfico
“Não descarto nada”, disse, durante uma coletiva, em evento para discutir organização da Copa do Mundo
Facção palestina diz que Israel matou um líder local em Gaza
Facção militante palestina diz que Israel matou um líder local em Gaza
A medida autoriza a implantação da segunda fase do plano de 20 pontos dos EUA, que inclui a criação de uma força internacional para desmilitarizar o território e desarmar o Hamas. A resolução da ONU é vista como vital para legitimar um órgão de governança de transição e tranquilizar os países que estão considerando enviar tropas para Gaza.
O que diz a resolução aprovada na ONU
O texto da resolução diz que os Estados-membros podem participar do Conselho de Paz liderado por Trump, previsto como uma autoridade de transição que supervisionaria a reconstrução e a recuperação econômica de Gaza. Também autoriza a força de estabilização internacional, que garantiria um processo de desmilitarização de Gaza, incluindo a desativação de armas e a destruição da infraestrutura militar.
Mike Waltz, embaixador dos EUA na ONU, disse que a resolução, que inclui o plano de 20 pontos de Trump como um anexo, “traça um possível caminho para a autodeterminação palestina… onde os foguetes darão lugar a ramos de oliveira e há uma chance de chegar a um acordo sobre um horizonte político”.
“Ele desmantela o controle do Hamas e garante que Gaza se erga livre da sombra do terror, próspera e segura”, disse Waltz ao conselho antes da votação.
O que dizem os palestinos
O Hamas, em uma declaração, reiterou que não se desarmará e argumentou que sua luta contra Israel é uma resistência legítima, potencialmente colocando o grupo militante contra a força internacional autorizada pela resolução.
“A resolução impõe um mecanismo de tutela internacional sobre a Faixa de Gaza, que nosso povo e suas facções rejeitam”, disse o Hamas em sua declaração, emitida após a adoção da resolução.
A Autoridade Palestina emitiu uma declaração saudando a resolução e disse que está pronta para participar de sua implementação. Diplomatas disseram que o endosso da resolução pela autoridade na semana passada foi fundamental para evitar um veto russo.
A posição de Israel
A resolução se mostrou controversa em Israel porque faz referência a uma possibilidade futura de um Estado para os palestinos.
O texto da resolução diz que ‘as condições podem finalmente estar em vigor para um caminho crível para a autodeterminação palestina e a formação de um Estado’ quando a Autoridade Palestina tiver realizado um programa de reforma e a reconstrução de Gaza tiver avançado.
‘Os Estados Unidos estabelecerão um diálogo entre Israel e os palestinos para chegar a um acordo sobre um horizonte político para uma coexistência pacífica e próspera’, diz o documento.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sob pressão dos membros de direita de seu governo, disse no domingo que Israel continuava a se opor a um Estado palestino e se comprometia a desmilitarizar Gaza ‘da maneira mais fácil ou mais difícil’.














Comentários