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COP30 tem atores trajados como animais rastejando pelo pavilhão

  • Foto do escritor: Neriel Lopez
    Neriel Lopez
  • 11 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Um desfile de atores vestidos como animais tomou conta da chamada Green Zone, na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, durante a tarde desta segunda-feira (10).

Na ocasião, participantes que passavam pelo local se depararam com os artistas engatinhando trajados como sapo, camelo, tatu, tartaruga, zebra, bicho preguiça, macaco, urso-polar, entre outros animais. O personagem folclórico brasileiro Curupira também foi representado.

O pavilhão onde a apresentação foi realizada é voltado para líderes globais, membros da sociedade civil e instituições públicas e privadas. A ideia do desfile tinha como objetivo enaltecer a biodiversidade brasileira, mas acabou virando pauta para piadas e constrangimento nas redes sociais.

– COP30 ou Comic Con? Parece que, em Belém, convidaram os “therians” pra representar a fauna brasileira, e o resultado foi uma comédia ambiental: mais teatro que pauta. Difícil saber o que está em extinção primeiro… o bom senso ou o debate sério sobre o clima – escreveu um internauta.

– Tosco, milionário e degradante. A performance apresentada na COP30, com pessoas engatinhando em trajes de animais da fauna brasileira, é o retrato simbólico do esvaziamento intelectual e estético da arte quando esta se torna instrumento de propaganda política. A proposta, que deveria exaltar a biodiversidade e a urgência da preservação ambiental, terminou por expor o oposto: o constrangimento do exibicionismo travestido de consciência ecológica – lamentou mais um.

A COP30 teve início oficialmente na manhã desta segunda com o discurso de abertura feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na oportunidade, o chefe do Executivo enalteceu a cultura e culinária do Pará, mas ponderou que realizar a COP em uma cidade amazônica é “um desafio tão grande quanto a gente acabar com a poluição do planeta terra”.

– Nós resolvemos aceitar o desafio de fazer a COP em um estado da Amazônia, para provar que quando se tem disposição política, quando se tem vontade e quando tem compromisso com a verdade, a gente prova que o homem não tem nada que seja impossível para ele, o impossível é não ter coragem para enfrentar desafios. (…) Trazer a COP para o coração da Amazônia foi uma tarefa árdua, mas necessária. A Amazônia não é uma entidade abstrata. Quem só vê a floresta de cima desconhece o que se passa à sua sombra – assinalou.


PN

 
 
 

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