Verba para promover gestão Lula supera peças de utilidade pública
- Neriel Lopez
- 18 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

Em 2025, ano pré-eleitoral, o governo Lula (PT) aumentou a verba destinada a divulgar sua própria gestão em detrimento de campanhas de utilidade pública. Dessa forma, propagandas que incluem slogans e programas do governo passaram a somar 57% da verba para publicidade federal.
Por outro lado, campanhas de interesse público, voltadas para ações como vacinação e regras do saque-aniversário do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), ficaram com 43% da verba restante, segundo mostrou apuração da Folha de S.Paulo.
A título de comparação, em 2017, época da gestão Michel Temer (MDB), 70% dos recursos eram voltados para promover temáticas de utilidade pública.
Em seu atual mandato, o presidente Lula vinha optando por dividir igualmente os dois tipos de campanha. Entretanto, a partir de 2025 decidiu ampliar a verba para a divulgação de bandeiras do governo.
Segundo os dados, os dois tipos de ação somaram R$ 1,54 bilhão, dos quais R$ 661,6 milhões foram distribuídos entre ministérios para publicidade de interesse geral, e R$ 876,8 milhões para comunicação institucional, voltada exclusivamente para propagandas da secretaria da Presidência.
A mudança ocorreu na mesma época em que o novo chefe da Secom, Sidônio Palmeira, assumiu a pasta. Contatada, a Secom negou estar fazendo uso político da publicidade federal, afirmando que o objetivo é garantir que a população beneficiada tenha acesso aos “serviços e entregas” do governo.
Segundo a pasta, as ações de utilidade pública têm caráter “educativo”, e as de comunicação institucional “contemplam, por exemplo, ações para divulgação de políticas públicas, de direitos dos cidadãos e dos serviços colocados à sua disposição; campanhas para estimular a participação da sociedade no debate da formulação de políticas públicas e disseminação de informações sobre assuntos de interesse público, entre outros”.














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